gato e lãs

domingo, 30 de setembro de 2012

Voa aviãozinho!

Olá galera!

Hoje é domingo e estamos tendo a ilustre presença do Sol (sim, o Sol voltou por aqui!)
Continuo trabalhando no Darth Vader, que é beeeem cheio de detalhes. Estou tentando ao máximo prestar atenção, porque creio eu que são esses detalhes que deixam o boneco com cara de Vader. No próximo post colocarei imagens de como estão ficando esses detalhes.

Enquanto isso, vou postar uma ideia que foi retirada da net e que reproduzi do meu jeito. Feito com embalagem de shampoo e cabine de tampa de desodorante, este aviãozinho fica uma graça:

brinquedo reciclado
Aviãozinho feito com embalagem de shampoo
A asa do avião também foi feita com embalagem de shampoo que tracei e cortei no formato de asa. Para fazer o encaixe da asa, simplesmente fiz com o estilete, dois riscos na largura da asa (próximos a tampa de abertura do shampoo, que faz a vez de frente do avião), e depois encaixei passando a asa  pelo meio dos riscos feitos com estilete. O mesmo processo fiz na parte de trás que seria a parte de trás (chamam de profundor). Você pode aprimorar esta ideia! =)

sábado, 29 de setembro de 2012

Apresentação



Fonte: http://olhares.uol.com.br/lirio-amarelo-foto531452.html

Podem me chamar de louca,
mas chamo isso de dedicação.
Diga-se de passagem não é pouca
quando me entrego assim, de coração.

Alguns podem até achar besteira
o que chamo de verdadeira amizade.
Por isso sempre me entrego por inteira
e nunca, nunca pela metade.

Podem me chamar de alienada
mas aprecio os momentos de solidão.
Comigo ou é tudo ou é nada
em meu mundo de imensidão.

Não gosto de gente que tenta
adivinhar meus gostos, meus gestos.
Não gosto de quem aparenta
e não possui passos honestos.

Posso até ser boba ou chata,
sensível demais ou exigente.
Mas sou o que sou na lata.
Não escondo o que tenho em mente.

Gosto de gente que tem humildade,
que é simples e luta pelo que quer.
Que traga nos olhos sinceridade
e uma alma de bem qualquer.

Gosto de campo, flores, lírios,
livros, doces, frutas, cores e animais...
No meio de todos os meus delírios,
muito é sempre pouco e nunca demais.

Meu nome é Joanna Catharina.
Assim, sempre desses tantos jeitos.
Às vezes mulher, às vezes menina,
traduzindo qualidades através dos defeitos.

Joanna Catharina
29/09/2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tulipas =D

Casaquinho de bebê com Tulipas em Jacquard


Olá galera! Já faz algum tempinho que não posto nada, então resolvi trazer um pouco de primavera para nosso inverno mascarado rs... Aliás, que frio é esse, hein??? 
Já terminei esse casaco faz um tempinho e acho que com esse frio em plena época de flores, não há combinação melhor do que essa! A receita foi retirada de uma revista (outra que comprei em Sorocaba), chamada Arte com as mãos Tricô bebê, da Editora Casadois. O que me chamou atenção na receita é que foram usados fios Família da Pingouin, mesmo sendo para bebê. Eu utilizei lã Família apenas na Pala, o restante do casaco foi fio Cril da Texin.
Sempre fui fã de tulipas porque as cores me encantam. Quando era criança minha professora da pré escola nos ensinou a fazer tulipas de dobradura e nunca mais me esqueci. Tão simples e tão fofas! Então pra reviver os velhos tempos e enfeitar o cenário, fiz rapidamente um quadrinho de tulipas com recortes de revista, pedacinhos de lã e tinta  guache. Super recomendo para quem quiser jogar pro alto o estresse! ;)



jacquard
Casaquinho de tulipas

tricot jacquard
O casaquinho inicia-se pela pala com Tulipas em jacquard

Pala com tulipas

Jacquard trabalhado: como fica no lado avesso

O Jacquard é também trabalhado nas costas

dobradura, recorte, lã, guache
Meu quadrinho com tulipas em dobradura, super recomendo para quem dá aulas!!!




terça-feira, 25 de setembro de 2012

Os anos passaram...




Exaurida. Era assim que Amanda se sentia. Chegava em  sua casa com fome, sentindo um cansaço quase inaturável e se jogava em sua cama. Não, ela não queria pensar em mais nada, mas já havia desenvolvido a mania de pensar em tudo antes de adormecer.
As lembranças começavam a brotar-lhe na cabeça, de modo quase que incontrolável. Amanda lembrava-se das festas, dos bailes, dos amores, do cinema em casa que reunia toda a turma, das risadas e toda aquela pipoca espalhada pelo chão... Amanda quase podia experimentar novamente toda aquela alegria quando se lembrava dos momentos felizes. Mas agora já não havia muito o que fazer: as festas não tinham a mesma graça, seus amores haviam acabado e a turma havia se desfeito. Muitos de seus amigos estavam em situação semelhante à dela, casaram-se e foram viver suas vidas que aparentemente eram tão preciosas... Mantinha contato com poucos e esses poucos, pareciam sempre ocupados ou superficiais demais. Os anos passaram e todos se afastaram.
Amanda sabia que as mudanças são inevitáveis e que um dia todo mundo deveria crescer. Mas Amanda também sentia uma repugnância por essa mudança toda, isso porque estava casada há anos com um homem que já não conhecia mais. Luís, o seu marido já havia experimentado o processo da mudança. E agora, quem experimentava a falta de amor, era Amanda. Às vezes se perguntava quem era aquela pessoa que ao seu lado se deitava toda noite.
Não bastasse isso tudo, Amanda também sentia uma frustração tremenda, passava mais tempo de sua vida trabalhando, do que vivendo. Seu trabalho estava em constante contrariedade com suas vontades.  Trabalhava pelo dinheiro.
Trancada em sua casa, percebia a vida passar por ela. Ela sabia que a vida estava passando, mas não fazia qualquer coisa para mudar àquilo tudo. Suas mãos estavam atadas. Sentia seus sonhos, sua alegria de viver, agora transformados em pó. Sentia que finalmente estava se transformando em uma pessoa que ela própria não reconhecia porque já havia chegado em um ponto em que chorar era raro.
Cansada de se sentir exaurida e por rolar na cama sem vontade de dormir, Amanda levantava-se toda noite e ligava a televisão. Assistia à novela e deixava-se embriagar por um sentimento irreal onde os heróis e as mocinhas vivem um final feliz. Então, quando a novela acabava, desligava a televisão e ia preparar a janta de Luís...


Joanna Catharina
26/09/2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Reciclagem: Que tal um chá com bolo?

Olá galera =)

Hoje vou fazer um mais post sobre reciclagem. Numa das viagens pela internet, acabei encontrando xícaras feitas daqueles potinhos de Danoninho, sabem? Achei uma gracinha e resolvi fazer também! As alças das xícaras são feitas com aquelas argolinhas que vem na tampinha de garrafa pet. Emboras essas xicarazinhas sejam fofas, são bem sensíveis à criançada, com certeza rsrs.... Mas como é feita de um material que a própria criançada consome, é bem fácil de fazer várias para ficar no estoque.
O "bule" foi uma criação minha, porque se tem xícaras, tem que ter bule, lógico! Foi difícil pensar em uma embalagem que se adequasse ao formatinho de um bule, por sorte tinha uma embalagem daqueles cremes da Elseve em casa (embalagem roxa). Só que para pintar essa embalagem foi muito difícil, passei várias camadas de Primer e tinta e foi difícil para pegar, acho que por conta do plástico que é diferente.
E o bolo também foi criação minha, porque se tem chá tem que ter bolo! Fiz com várias tampas que tinha em casa e se encaixavam perfeitamente. Aí usei fita crepe para cobrir e pintei de branco. Depois passei verniz para dar brilho!
Para finalizar, peguei aquelas bandejas (que normalmente jogamos fora), e coloquei os brinquedinhos reciclados por cima!


reciclagem
Hora do chá: Brinquedos reciclados

reciclagem
Xícara feita de potinho de Danoninho

reciclagem
Bule feito com embalagem de creme da Elseve

domingo, 23 de setembro de 2012

Casaquinho em ponto arroz

Oi pessoas!

Nossa, desde que fiz o blog não deixei de postar nem por um dia. Hoje por pouco isso não aconteceu rsrsrs...
Como ainda ando nas tricotadas de um novo casaquinho e na confecção do meu Darth Vader, hoje vou postar a foto do casaquinho da Dona Maria, trabalhado em ponto arroz no fio da Mollet:


Casaquinho de bebê em ponto arroz


Minha mãe resolveu colocar essa trança no meio, acho que deu um certo charme!

Bjs a todos e boa semana!

sábado, 22 de setembro de 2012

Amoras

A muda da amoreira foi doada por Ignez Franco


Embaixo do pé de amora, sinto o vento bagunçar meus cabelos mas a sombra calma por ali é boa. É assim que gosto de me lembrar de você, que chegava bagunçando tudo. 
Tive pouco tempo para curtir sua presença de alegrias compartilhadas, olhos alegres harmoniosos com sua gargalhada...
Espírito mais jovem que o meu, fazia da vida e de seus problemas uma festa eterna. Ainda que em suas particularidades  e momentos de solidão. Perdida entre livros, tintas, pincéis, pinturas, pedrinhas graciosas e o barulho dos sinos... Irradiava sua alma de artista em um agridoce de vaidades e amores perdidos.
Olho para aquela amora, fruta tão singular na palma de minha mão e observo sua cor tão alegre, tão intensa, tão viva... Tão você.

Joanna Catharina
21/09/2012

PS: Este texto acima, escrevi com muitas saudades da tia do meu pai, a Ignez. Ela morreu ainda neste ano, vítima de câncer. Às vezes acho que é mentira. Faz uma falta indescritível... 

O pé de amora foi ela quem deu a minha mãe, que plantou no fundo do quintal. Toda vez que como uma amora não tenho como não lembrar dela... A tela abaixo também foi a Ignez quem pintou e nos deu de presente, enfeita a sala de casa...

Tela de Ignez Franco. Sentimos muita saudade!


Amoras apanhadas do fundo do quintal